domingo, 10 de março de 2013

Dr. GALBA GOMES



José Galba de Menezes Gomes é cirurgião-dentista, professor, escritor, nascido em Coreaú em 12 de dezembro de 1943.

Há tempo radicado em Fortaleza-CE, Dr. Galba Gomes nos honra muito, também, como membro da Academia Palmense de Letras (APL), ocupando a Cadeia de n.º 06, cujo Patrono é outro coreauense e dentista, no caso Dr. Raimundo Gomes.
Por seu turno, Dr. Raimundo Gomes (tio do Dr. Galba Gomes), nascido na Palma em 06 de agosto de 1879 e falecido em Fortaleza, no dia 3 de setembro de 1961, cuida-se da figura que foi homenageada (in memoriam) pelo Município de Coreaú, posto que o Posto de Saúde inaugurado no dia de ontem, 08 de março de 2013, leva seu nome no frontispício.
Voltando ao Dr. Galba Gomes, é de autoria dele o livro “1968 e OUTROS MOMENTOS NA ODONTOLOGIA, NA POLÍTICA E NA CIDADANIA PLENA”, publicado em 1999, pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR, conforme se vê abaixo.
Portanto, duas figuras da mesma família, com atributos muito semelhantes.


Coreaú-CE, 09 de março de 2013.
FERNANDO MACHADO ALBUQUERQUE
Professor membro da APL.


Observação importante: para a produção desse texto, usei como fonte o Livro “”História de Coreaú (1702-2002) de autoria de LEONARDO PILDAS.
Fonte: Facebook do Fernando Deda
 
 

sábado, 9 de março de 2013

QUEM SE LEMBRA DA CHAGA MOSSORÓ?



Faleceu, alguns bons anos atrás, com aproximadamente 72 anos de idade, no Hospital de Coreaú-CE, Francisca das Chagas Paixão, por todos conhecida como Chaga Mossoró, vitimada por um acidente vascular cerebral (AVC) com perda de visão.
Chaga Mossoró era uma pessoa sozinha, sem eira nem beira. Vivia ao deus-dará, mendigando pelas ruas da cidade. Não tinha parentes próximos em Coreaú e sequer possuía documentos pessoais, razão pela qual não se sabe ao certo a sua idade. Chegou ao nosso torrão há muito tempo. Aqui, “sobreviveu” cerca de trinta anos, numa sórdida solidão, definhando paulatinamente. Não fosse a compaixão dos conterrâneos - principalmente de dona Caluta, senhora viúva, dotada de espírito de solidariedade, indubitavelmente, Chaga Mossoró teria morrido muito antes.
A nossa personagem era um tipo clássico. Em suas andanças pelas residências locais, à procura de alimentação, não admitia comer em prato de ninguém, mesmo limpo. Em cada casa ela exigia seu prato, colher e copo em separado, pois segundo supunha, as pessoas poderiam lhe repassar moléstias incuráveis. Nas praças e no mercado público pedia dinheiro aos transeuntes, entretanto, só queria se fosse em moedinhas. Depois de algum tempo, só queria em cédulas, guardando-as em um saco, para em seguida colocá-lo junto aos seios, como um cofre pessoal. Adorava festejos religiosos e não perdia um. Sua alegria era ir às novenas de vestido novo, de chita.

Foi sepultada no cemitério de Coreaú, sendo que o funeral ficou às expensas da família de dona Caluta.
 
Coreaú-CE, 08 de março de 2013.

FERNANDO MACHADO ALBUQUERQUE
Professor e membro da APL
Coreaú-CE
Fonte: Facebook do Fernando Deda

quinta-feira, 8 de março de 2012

OITO DE MARÇO : DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Neste dia oito de março
Quero fazer diferente
Para todas as mulheres
Dar um simples presente
Apenas uma lembrança
Para deixá-las contente

À sempre mãe da vida
Eu quero homenagear
Desde o inicio do mundo
Vive nele a semear
A vida que embeleza
E ajuda a povoar

Uns dizem que foi a Eva
Quem foi eu não sei direito
Só sei que sem a mulher
O mundo não é perfeito
Com certeza seria vazio
Não tinha nenhum sujeito

Deixemos de ser genérico
Na forma de descrever
Sejamos mais específicos
Para que possamos ver
A imensidão de tipos
Deste lindo e belo ser

Tem a forte e guerreira
Que com coragem enfrenta
Todas as lutas na vida
Não tem medo e aguenta
Qualquer que seja o trabalho
Ela chega e arrebenta

Tem a serena e calada
Que ouve mais do que fala
Com os seus cabelos brancos
Só experiência exala
É a boa conselheira e diz:
-Certo está quem se cala

Tem a tímida e discreta
Não gosta de opinar
Se alguém pede ajuda
O faz sem questionar
Se recolhendo em seu mundo
Em devaneios a sonhar

Tem a bonita e folgosa
Que faz fama com a beleza
Mas isto não é pecado
Me desculpem a franqueza
O importante é que assim
Nos tira um pouco a tristeza

Tem a que é indiferente
Fechada para o amor
Tem aquela apaixonada
Que nos traz algum calor
Sempre à disposição
Qualquer coisinha: -Chamô?

Tem a espontânea e charmosa
Bonita e namoradeira
Não liga pra falatórios
Tá sempre muito faceira
Para arranjar casamento
É sempre muito ligeira

Tem a firme como a rocha
Tem a frágil e delicada
Tem a que não se apaixona
Tem a sempre apaixonada
Tem aquela falastrona
Tem aquela ponderada

Tem a branca cor de leite
A negra cor de café
Tem a mulata chocolate
Bonita e cheia de fé
E todas gerando a vida
Somente por ser mulhé

Tem aquela encrenqueira
Mas que dá para amansá
Que se diz forte e zangada
E não tá pra conversá
Mas basta um chamego manso
Pra ela se arriá

Todos os tipos de mulheres
Se fosse aqui numerá

Escreveria um livro
Por isso é bom terminá
Finalizando os versos
Para homenageá
Quem nos colocou no mundo
Para viver e sonhá.

Parabéns mulheres de todo o mundo. Sem vocês o mundo seria em preto e branco... 

Manuel de Jesus
RM no Foco

MISTER CHICO: O HOMEM QUE VIRA PEIXE EM COREAÚ


Chiquinho Abreu, cunhado do Nélson Albuquerque, da padaria do Rabo da Gata, resolveu instalar um circo na cidade, juntamente com o Nílton, genro do Otelino, entre outros.
O circo era simples, do tipo fundo de quintal, mas reunia razoável plateia nas noites enluaradas. Localizava-se no antigo curral do senhor Raimundo da Barra, logo ali, perto da barragem, próximo à saída para o Araquém.
Havia algumas boas apresentações, e os pagantes contribuíam com uma pequena quantia pela entrada e, ao final de cada “show”, todos saiam satisfeitos, pois riam demais, principalmente com as piadas do Chiquinho Abreu, que representava o palhaço do circo.
Certo dia, fazendo a propaganda do espetáculo seguinte, Chiquinho Abreu e seus amigos saíram pelas ruas da cidade, anunciado a atração que iria ficar na história. Diziam assim: “não percam hoje, o homem que vira peixe”.
Chiquinho Abreu era enfático nos dizeres “Não percam hoje, o homem que vira peixe”. Nem os outros artistas do circo sabiam a origem do homem que vira peixe.
O Nílton, que era seu sócio maior, ignorava sobre “o homem que vira peixe”e , preocupado, perguntou no decorrer do dia:
- Chiquinho, cadê esse homem e de onde ele vem?
Chiquinho Abreu respondeu:
-Não se preocupe. Ele já está hospedado na minha casa e se preparando para o “show”. É um verdadeiro artista.
Pronto, o Nílton se tranquilizou. 
Já estava anunciada na cidade inteira a atração da noite: “O homem que vira peixe”. Evidente que a população ficou admirada e ansiosa, aguardando o novo espetáculo que, iniciado, tinha o Tizil (da dona Mazé Alprimo), protagonizando o quadro “o homem vulcão”. Tizil colocava querosene na boca, depois pegava duas tochas acesas e soprava, fazendo uma enorme chama no ar. Depois vinha uma dançarina dançando lambada, o Nílton também fazendo a sua parte, e mais uns três, cada um fazendo suas apresentações.
O espetáculo acontecia, e Chiquinho Abreu, no picadeiro falava:
- Daqui a pouco, “o homem que vira peixe”.
O espetáculo estava quase acabando e Nílton não via nos bastidores do circo a figura do homem que vira peixe. Mais uma vez preocupado, dirigiu-se ao Chiquinho Abreu e lascou:
- Chiquinho, onde tá esse homem, rapaz, que não chega, pelo amor de Deus, tá todo mundo esperando?!
Com seriedade, Chiquinho disse:
- Tá lá na minha casa, tomando banho. Já ele chega.
Mais uma vez o Nílton respirou tranquilo.
Passados alguns minutos, toda a plateia esperando, aguardando.
Chiquinho Abreu finalmente disse:
- Senhoras e senhores, apresentaremos agora “o homem que vira peixe”, e mandou apagar as poucas lâmpadas de dentro do circo.
Todos esperavam por aquele momento. Seria algo diferente, extraordinário, porque num pequeno circo daquele, numa cidadezinha como a nossa, ter a oportunidade de ver um quadro espetacular, “o homem que vira peixe”, seria fascinante e inesquecível.
De repente, as luzes se acendem e aparece um homem com uma frigideira na mão. Dentro da frigideira vários peixes: carás, piaus, piabas, sovelas.
Era o Chiquinho Abreu que, com movimentos rápidos, balançava a frigideira para cima e para baixo, fazendo virar os peixes de dentro dela, movimentos estes parecidos com os de quem está assando uma tapioca no fogão a gás.
A plateia ficou chateada e passou a vaiar o Chiquinho Abreu, que teve que sair quase que escoltado do circo, se não, iria apanhar.  


FERNANDO MACHADO ALBUQUERQUE
Professor
Coreaú-CE
Observação: Esse texto é uma adaptação, baseado em relato do próprio Chiquinho Abreu.
Publicação Equipe RM no Foco